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Domingo, 23 de Novembro de 2008

Vicente Rodrigues da Silva Filho

Ruas do Comércio

Autor: 
Vicente Rodrigues da Silva Filho

Nas "avenidas" da gente tanto faz a Visconde ou Clemente, nascidas juntas sob a "graça", do antigo ponto de "carros de praça", desfilam moças diariamente e, são tão lindas de se ver, envoltas em uma áurea, que intensa luz irradia, de dia, ofuscam o sol, adiam o anoitecer e fazem que, em nossa mente, a tarde pareça manhã e a noite, o mais claro dia, silenciar-se o ambiente, calarem-se os pardais, e o idoso ou doente, se esquecer de seus "ais" e relembrar da mocidade, da longa espera, as vezes vã, de vislumbrar na calçada, do coração da cidade a doce figura da amada.

Uma comparação antiga,mas atualíssima

Autor: 
Vicente Rodrigues da Silva Filho

Pavões, Sanguessugas e Simbiontes.

O PAVÃO:

Pavus cristatus vulgaris, grande ave galinácea da família dos
contingídeos (cephalopteros ornatus), o Pavão é uma ave notável pela

Em busca da Paz

Autor: 
Vicente Rodrigues da Silva Filho

BUSCAR A PAZ!

Caminhar solitário
ao declinar do dia,
integrado ao cenário
e ouvindo a melodia
da noite chegando,
trazendo alguns medos
e seus doces segredos!

Ver o sol se deitando,
nas tardes mais belas,
em “aconchego” dourado, numa “alcova” só sua,
se mostrar solidário,
ao ceder seu reinado
e sua ala de estrelas,
à regência da lua!

Preservar a vida,
respeitando a barreira
nunca antes vencida,
que não se quebranta
e se alevanta,
se alimentando
da dança ligeira
dos nossos segundos,
que seguem passando,
sem pausa, sem volta,
por todos os mundos

Insanável desejo

Autor: 
Vicente Rodrigues da Silva Filho

Em nosso quarto de casal,
uma fria cama partilhada,
entre meu ardor carnal
e tua passiva presença
enfadada.
Minha sofreguidão
e,após o orgasmo,nada
além de teu ressonar
noite adentro,
o desejo que enfrento,
uno,insano, insaciado
e o clamor contido,
no oculto da solidão
que suporto calado,
sou apenas teu marido.
Ah, se tu quiseste, reacender no semblante
minha ilusão de ti dependente
e aquele grande amor
que me juraste,
do qual te saciaste e penso que nunca me deste,
pois existem noites que eu não te quero,
submissa e recatada dama,

Posto da Cida ou Estação da Jaguara

Autor: 
Vicente Rodrigues da Silva Filho

Tarde ensolarada, quase causticante, de domingo, dia de descanso e do
“Senhor”!

Margeando a rodovia, um canavial carbonizado onde só as hastes das gramíneas, resistiram de pé à degustação das labaredas.

Acolá um bando de caracarás sobrevoa a devastação, enquanto alguns
pousam e desfrutam do banquete quase calcinado, que as chamas, na sua voracidade, lhes prepararam.

Em um descampado, estão dois velhos ônibus cobertos de poeira, ostentando nas laterais a palavra “Rurais”, com seus motoristas descansando na rara sombra de um pau d’arco.

O drama do boia fria

Autor: 
Vicente Rodrigues da Silva Filho

(*) É triste mas inevitável reconhecermos, o triste papel do trabalhador "não qualificado", conduzido para o trabalho duro de lidar na lavoura, em piores condições do que gado para abate. E aí, quando acontece uma tragédia, como aquela no sul de Minas, onde morreram 14 seres humanos e 18 ficaram feridos,alguns gravemente,em quem colocar a culpa?

Dublagem ou malandragem?

Autor: 
Vicente Rodrigues da Silva Filho

Em um país que não respeita os direitos de seus cidadãos, até o
talento se submete ao padrão discriminatório da estética, deixando de
lado a ética.

Mais uma vez, o totalitarismo chinês mostrou ao mundo sua
competência na “arte” de dissimular, encantando os humanóides,
alienados e abestalhados telespectadores das panorâmicas “telas planas, de 42 ou mais polegadas em alta definição”, com a “festa de
abertura” dos jogos olímpicos, na cidade de Pequim ou Beijin (não sei
desenhar ideogramas).

Uma viagem ao passado recente

Autor: 
Vicente Rodrigues da Silva Filho

Progresso ou retrocesso?

Em breve visita para matar saudades, constatei que
a cidade de João Pinheiro teve sua memória arrancada de seu berço na
bela esplanada, junto com a Igreja de Santana e os casarões que, como
comensais postados para um solene banquete, a rodeavam.

Sua praça está verde, mas não se vê o verde vibrante dos
psitacídeos, nem se ouve mais os insistentes trinos de sabiás,
sanhaços, bem-te-vis e joãos-de-barro que, outrora, povoavam suas
mangueiras, jabuticabeiras e telhados.

É o verde exótico de palmeiras alienígenas, abrigos de pardais e

Um novo canavial

Autor: 
Vicente Rodrigues da Silva Filho

Lembro-me de, em certo entardecer, ter passado por aquele lugar e até que não foi há tanto tempo assim.

Apenas um desabafo

Autor: 
Vicente Rodrigues da Silva Filho

Por ocasião da “Audiência Publica” da Câmara Municipal de Sacramento, antes mesmo do início dos debates, fui abordado por alguns amigos que indagaram, como se tivesse alguma importância, minha opinião sobre o “sepultamento com asfalto” das pedras das ruas de Sacramento, aos quais a expressei com sinceridade, quando uma senhora, digna do meu maior respeito, observou que a mesma só poderia ser de um ignorante, no que ela deve estar coberta de razão.

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