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Quinta-Feira, 04 de Dezembro de 2008

Utilizando a música de forma consciente no aprendizado e na reabilitação

Autor: 
Júlio Pucci

A música não é o início nem o fim para solucionar enfermidades, acredito tão só que ela seja o MEIO. Levemos em conta que somos seres musicais, cuja nossa estrutura físico-mental, racional e emocional é dual aos elementos que constituem na música (ritmo, melodia e harmonia). O ser humano infindável, flexível e com muitas facetas, para não dizer que se rende ao musical, pode ser dito que ele se encaixa a ele e a paz vem no momento que a sua naturalidade se "acopla" a algum estímulo externo, ou seja, se contextualiza, e mediante a música a comunicação será ampla, devido sermos seres musicais e expressivos.. Pode ser dito então que o ritmo se enquadra nas ânsias, ou ansiedades possibilitando seu controle, pois só podemos controlar aquilo que temos consciência., observando que o ritmo é tempo, compasso. Já as melodias, são constantes ou oscilantes, se comparam com o sentimento humano, o qual está sempre em movimento. Agora a harmonia, pode ser definida musicalmente como a junção de notas, uma contra pondo à outra, como a harmonia em estado de consonância ou dissonância, isto é o indivíduo como ser que busca o bem estar sempre se contra pondo mediante a realidade em que vive. Bom, notando que o ser humano é musical, a música será útil para qualquer tipo de aprendizagem, principalmente com crianças com dificuldade de atenção, pois vivenciar é o melhor tipo de aprendizado, notando que estas crianças são extremamente expressivas.

Já na depressão, pode ser observado que o indivíduo em depressão se apresenta entregue ao inerte, sendo "descompassado" com o mundo externo, pelo fato de estar internamente "atolado" "trancafiado" em sentimentos obscuros que o “Ritmo” do dia a dia circunstanciou em estresse, melancolia, depressão. E para adaptar sem naturalidade alguma, as máscaras fecharam as portas para ele, e o quarto foi ficando cada vez mais escuro. Contudo a música será útil na reabilitação de modo que ela seja uma intervenção consciente. E como isto se dá? Observando o gosto do paciente, o histórico clínico, notando também quais músicas na estrutura rítmica, melódica e harmônica pode ir de contato com a realidade atual do paciente, pois só assim ele sentirá o que se passa dentro dele. Muitas vezes vem a dor quando ouvido certas músicas, porém para o depressivo é necessário levando em conta que colocar para fora é o melhor remédio, e ainda de maneira consciente, só assim o quarto passará do escuro ao claro. Concluindo, a música é como um remédio que ao tocar a ferida vem a dor, conscientizando dela, e ao mesmo tempo estímula uma musicalidade e naturalidade reprimida. E importante notar que a intervenção deve ser feita mediante as causas, só assim o paciente poderá lidar com a respectiva realidade de forma sempre consciente.

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