Vereadores de Ibiá discutem lei do plantio da cana em Sacramento
Uma comissão formada por quatro vereadores e mais 12 pessoas da cidade de Ibiá (MG) participaram em Sacramento de uma discussão sobre a lei existente que regulamenta o plantio de cana-de-açúcar e a queima da palha em nosso município. Estavam presentes os vereadores: Irilidio Silva Reis, Luiz Antonio da Silva, José Raimundo dos Reis e outros interessados pelo assunto. Do município prestigiaram o evento e explanaram sobre o assunto as seguintes autoridades: PM Meio Ambiente representada por Celso Brait; Presidente Sindicato Rural, Hermógenes Ribeiro; a ONG representada por João Oswaldo Manzan; gerente da Caixa Econômica, Ludson Machado e vereadores do município de Sacramento.
Segundo o assessor da Câmara, Carlos Mayer, grande parte do público que compareceu na reunião não apoiava o plantio e conforme nota enviada relatou a seguinte opinião do presidente da Câmara, Aristócles Borges da Matta, Papinha (PDT): “é necessária uma correlação entre as partes. Pois tal ação é inevitável e as usinas sucroalcooleiras estão investindo muito nessa cultura e sempre há uma preocupação, principalmente com a ecologia do local, pois por onde há o plantio da cana e a queima da palha, sempre há degradação ambiental. A cana traz mais malefícios que benefícios, é necessário conseguir parâmetros para conviver com essa realidade, pois o mundo está voltado para a incrementação de outra fonte energética em substituição a fóssil, e o álcool de cana é o produto menos poluente do mundo atual e mais rentável, inclusive pela facilidade da mão-de-obra mais barata, por isso, justifica-se os altos investimentos no etanol da cana, a maioria dos investimentos vêm da União Européia e U.S.A que têm interesse no investimento devido às dificuldades de combustível fóssil. O Japão por exemplo têm uma reserva financeira de mais de um trilhão e meio de dólares para investir no etanol e a preferência é investir nos países em desenvolvimento”, destacou.
O Presidente Alonso da Câmara de Ibiá afirmou que vêm colhendo informações de várias cidades onde já têm implantadas a mais tempo, não somente a lei do plantio e do corte da cana, mas também, recebendo informações que servirão para a aplicação na usina de Ibiá, que inclusive já está montada, mesmo sendo de pequeno porte o projeto visa expansão imediata. O presidente procurou com sua equipe conhecer “in loco” a verdadeira realidade da cana, por isso, as visitas nas cidades de Conquista, Delta, Igarapava, e Sacramento. “Estamos buscando a razão nessa andança toda, colocaremos ao povo de Ibiá o impacto ambiental como um dos subsídios adquiridos aqui, queremos ouvir a voz do povo”, afirmou.
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